Mostrando postagens com marcador Comi na Rua. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Comi na Rua. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Comi na Rua: Um passeio para o café da manhã


      Curtir a cidade na qual se mora é andar por aí a desfrutar seus sabores, novos ou muito velhos, como o quase centenário sabor do pão de água da Padaria do Gonçalo, no antiquíssimo bairro da Vila Hortência, quase no coração da terra rasgada. Na manhã da última sexta-feira de 2012, parei por lá e me rendi ao encanto de sua atmosfera romântica e fui logo escolhendo um pão com manteiga e ganhei de presente do meu irmão uma chipa toda crocante por fora e macia por dentro.

                   Pão de água com manteiga e chipa de queijo: tudo ao mesmo tempo e irresistível

      A padaria por si só é um evento. Seus azulejos de longa data, seu piso com traços do bom gosto do passado e a decoração simplista e original dão espaço para o que realmente deve ser visto: as delícias da padaria ali localizada há 90 anos. Fundada por Gonzalo Vecina a padaria esteve sob o controle de Cláudio Haro nos últimos 52 anos. Hoje está sob o controle dos primos Jean Saliba Neto, 31, e de José Renato Nóbrega, 27.

                                                       Charme em clima romântico para um bom café da manhã

Mas é literalmente das mãos do “Tio” Celso que vêm todas as gostosuras da casa. Irmão do segundo dono, Celso Haro está no comando da produção há 50 anos. Ou seja, quem há muito não passa por lá pode voltar pois a receita e o produtor é o mesmo. E isso, sem dúvida, é a maior riqueza do local.

Tudo em família -  A bisavó de Jean e José Renato já era amiga da família de Cláudio Haro há longa data. Não é  a toa que o chefe da produção não é apenas Celso. “É tio Celso”, frisa com o maior carinho Jean. “Quando soubemos do fechamento da padaria, por motivos particulares da família, logo pedimos para tocar o negócio.” E assim foi.

Isso já faz seis meses. Os negócios vão de vento em popa. Quase satisfeita avistei os sonhos saindo da produção com seu creme amarelinho tinindo. Pedi um e...realmente, ele fez jus ao nome: um sonho de Sonho. Para completar a peripécia uma tubaína de garrafinha.

Para completar o passeio ainda fui convidada a conhecer o tal forno de uns 20m2, vindo da Itália há mais de oito décadas e mantido aceso 24h por dia ininterruptamente. E assim é tudo por lá, tudo grandioso! Grandiosamente emocionante, simples, histórico, saboroso e curioso.

                                           
                                                            A boca do enorme forno e os pães em seu interior

Fica ali no comecinho da Avenida Nogueira Padilha, logo no segundo quarteirão de quem sobe, ao seu lado esquerdo. Padaria do Gonçalo, guarde este nome e marque uma passadinha com os amigos por ali para um café, um pãozinho e não se esqueça de levar um sonho para casa.

Continha

Pão de água com manteiga: R$1,50
Sonho:  R$2,50
Café Expresso: R$2,00
Tubaína de Garrafinha: R$2,00
Total: R$8,00

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Comi na Rua: Amauri Lanches, chique de bom!


Da imensa vontade de um belo x-salada conheci o Amauri Lanches. Ser quase nova na cidade é assim: acreditamos e apostamos em tudo. E lá fomos, eu e o marido Bill, para aquele trailler vermelho coberto por telhas de barro sustentadas por toras de madeira, comer nosso lanche do almoço, logo ali no final da Avenida Armando Pannunzio, sentido Salto, em Sorocaba. Um X-Salada, um X-Calabresa, duas cocas de garrafinha de vidro e estupidamente geladas, uma esfiha de frango e um ótimo papo com o Seu Amauri, que gentilmente emprestou seu nome para o empreendimento: Amauri Lanches.



É sabido por muitos o fato de cozinheiros se deliciarem de modo mais e mais apurado ao degustarem comidinhas feitas por outros que não eles próprios. Além de, para os mais humildes, ser sempre uma nova lição de gastronomia, poder comer sem colocar a mão na faca também é delicioso. E é isso que adoro fazer quando não estou na cozinha, comer comidinhas dos outros. E na rua, de preferência. Disso será recheada a coluna Comi Na Rua, aqui na Danada da Nanda Comidinhas.

A ideia era antiga e depois de conhecer o Seu Amauri, sua história e simpatia, ah, a ideia amadureceu. Quando o sanduba chegou, todo redondinho, sem uma folha de alface se dependurando, a ideia se firmou. Este senhor de 52 anos é pai de dois moços e uma moça. Ao ficar desempregado na década de 80, montou um carrinho de caldo de cana ali em frente à fábrica da Alpargatas, à beira da rodovia, e por lá cresceu durante 16 anos. Mas veio o DER - Departamento de Estradas e Rodagens - e tirou todo mundo de lá.



Ele não se apertou, foi tentar a vida em Vans, transporte escolar...Difícil mesmo era a saudade dos transeuntes, dos passageiros de seu balcão, do feitio e preparos de alimentos e mimos. Sim, mimos, pois seja qual for o produto oferecido a sua receita é sempre a mesma: carinho e prazer em servir alimentos saborosos para sua clientela. "Não me preocupo com o luxo e sim com a satisfação de quem para aqui para comer", conta Amauri. "Aprendi com a minha mãe a fazer de uma abóbora um verdadeiro rodízio, e dos melhores".

E lá é assim, seu trailler tem três opções de lanche: X-Salada, X-Calabresa e Frangão. O primeiro segue a descrição clássica de pão, maionese ( que para mim tinha um bom toque de alho), alface, tomates, queijo e hambúrguer. O X-Calabresa tem tudo isso e MAIS a calabresa raladinha e passada na chapa. Já o frangão tem frango desfiado no lugar dos hambúrgueres. Na vitrine, esfihas, espetinhos e quibinhos ficam a te fazer água na boca.

Os preços são bem bacanas. Cada lanche sai por R$7 e os salgados por R$3. A higiene é de ponta, tudo bem limpinho e o tempero...ah, estes vocês podem conferir por lá mesmo de segunda a sábado em horário comercial.

E você, tem alguma dica? Conte-me, vou adorar ir lá conferir.

Até a próxima guloseima,

Nanda