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quarta-feira, 11 de setembro de 2013

De virar a cabeça

                                                                          *foto: Jeferson Urias

    O amor entre Domitila de Castro Canto e Melo, mais famosa como Marquesa de Santos, e de Dom Pedro I, nosso proclamador da Independência, foi temperado à melhor moda paulista. Feijão, farinha, cebolas, couve, ovos e carne de porco estavam na lista de compras quando o amante desta senhora estava por chegar em sua residência.  A simplicidade dos preparos de pratos no Brasil Colonial ainda era reinante e com o tempo estes ingredientes foram sendo acomodados melhor entre as panelas e o que era servido em porções separadas acabou se unindo e hoje apresenta-se em receitas como o Virado a Paulista que talvez pudesse ter sido o golpe fatal da Marquesa que tanto almejou ser a rainha consorte brasileira.

    Talvez, se as mucamas tivessem mandado logo para o fogo o quilo de feijão com as duas cebolas picadinhas em miúdos assim como os cinco dentes de alho somados a duas folhas de louro, dois grãos de pimenta-do-reino e uma boa pitada de cominhos e ali deixassem cozinhar sem nada de banha acrescentar até o caldo engrossar deixariam a siesta mais leve para o casal então relaxar. O tempo corria mais devagar e a panela de pressão também ali não havia lugar. Os dois nobres tinham mais tempo para namorar e as bistequinhas de porco por mais hora podiam no suco de um limão e do sal marinar.

    A marquesa que era de Santos sem nunca lá ter morado nasceu em São Paulo e com Brigadeiro Tobias, aquele mesmo que dá nome ao bairro sorocabano, também foi casada. Visitou Sorocaba e região pois aqui eram nobres seus irmãos. Adorava dar festas e não perdia a oportunidade de ostentar seu faqueiro de prata dourada com mais de 22 quilos fora da caixa. Em taças de cristal bacará azul cobalto servia vinhos devidamente portugueses e em lindas porcelas inglesas vinham linguiças e torresmos brasileiríssimos.
Apesar de tudo à época ser bem frito em banhas, as dez bistequinhas e as dez linguiças poderiam perfeitamente seguir ao forno a 200 graus e cobertas assam em 50 minutinhos curtindo sua própria gordura e soltando seu próprio sabor. Neste embalo inove e coloque as bananas também na assadeira e ao invés de fritá-las sirva cozida em tempero da carne.  Os ovos podem entrar na roda das iguarias saudáveis e serem feitos no melhor estilo pochè: em água fervente com cinco gotinhas de vinagre, depeje seu ovo com cuidado e deixe ali ele cozinhar um pouco antes de seguir  para o prato.

    Com tudo já assado, esquente o fundo de uma frigideira com duas colheres de sopa de água e uma de sobremesa de açúcar. Rasgue as folhas de um maço rechonchudo de couve e jogue ali salpicado com uma generosa porção de sal. Volte sua atenção para a panela de feijão, solte bem lentamente o conteúdo de uma xícara de farinha de mandioca e um maço de cheiro verde bem picadinho. Misture tudo até obter um feijão bem cremoso.


    Pelos dias de hoje podemos manter como tradicional o imbatível arroz branco. Afinal, nem tudo é novidade. Apenas vestimos novas roupagens. Política e amantes continuam a se misturar nas páginas de nossas histórias assim como novas receitas de velhos pratos e jovens dons pedros e poderosas domitilas são vistos e revisitados em mesas e ruas de todo Brasil em setembros do século XXI. 

terça-feira, 13 de agosto de 2013

A Quiche, que chique!

                                            Foto: Jeferson Urias

     Requintadas, com ares de damas chiques, as quiches desfilam em boas mesas. Geralmente em ocasiões especiais e com certo ar de despojamento. Pequeninas, médias ou grandes elas sempre arrasam como petisquinhos, entradinhas ou prato principal. O que as diferencia é apenas o tamanho e este você pode decidir qual quer. Para este dia dos pais eu escolhi uma de massa semi-integral com recheio de presunto cru e queijo de cabra para aquele que dividiu a minha passagem para vir a este mundo. Assim mesmo, tudo bem forte como a gente sempre imagina que nosso pai é.

     Sem grandes segredos, a massa desta quiche grande, própria para aquela forma de anel que remove o fundo, de 18 cm de diâmetro, leva 1 xícara e meia de farinha de trigo integral e outra mesma medida de farinha de trigo branca. Para dar a liga basta juntar 3 colheres bem cheias de manteiga em temperatura ambiente. Ok, se mesmo em dia de festa quiser algo mais leve escolha margarina vegetal light. Uma colherinha de café de sal e mão na massa.

     Não consigo imaginar meu pai fazendo uma torta comigo, ele sempre foi dos melhores no cargo mor da família, mas nunca se rendeu às tarefas domésticas. Mas imagino muitos pais modernos chamando a criançada para a cozinha e aproveitando a receita para brincar e comemorar de verdade esta data separada para eles.

     É tudo tão simples. Chame a criançada, espalhe a farinha em uma tigela e comecem a amassar bem a manteiga com a farinha até o ponto dela desgrudar da mão e não espere ela se comportar, ficar toda lisinha e homogênea por não ficará. A cada nova apertada ela se soltará em nacos e assim sim estará perfeita para seguir para a forma e ali ser “colada”, naquinho por naquinho, em sua base e paredes. Qualquer semelhança com brincar de massinha não é mera coincidência.

     A farra continua com a quebra de 8 ovos para o invariável recheio da quiche. Quem conseguir quebrar mais ovos sem furar a gema não precisa tirar o prato da mesa e ganha o primeiro pedaço da sobremesa. Os ovos devem ser bem batidos com um fouet ou um garfo. Mais uma colherinha de café de sal, outra de nós-moscada e uma pitada gorda de pimenta-do-reino branca. Deixe os ovos descansarem e sigam para tarefa número 3: picar os 200g de presunto cru em pedacinhos pequenos assim como os 1r0g de queijo de cabra. Despeje tudo mais 250ml de creme de leite fresco nos ovos e pronto, “voilá, eis uma quiche!”. Só que crua!

     Mande-a para o forno a 180 graus e deixe por 30 minutos. Enquanto isso, lave as folhas de um pé de alface americana, outras folhas de rúcula, mais algumas de endívia e descasque uma manga. Sim, manga. Corte-a em filetes não muito grossos e em sua altura. Procure a travessa mais funda e própria para saladas e disponha as folhas alternadamente. As mangas podem ir no centro e uma chuvarada de aceto balsâmico seguida por uma garoa de sal terminarão o trabalho. Pronto, de acompanhamento a quiche virou prato principal seguido por uma deliciosa salada.


     Voltem os olhos para o forno. Lá está ela, alta e morena, crocante e saudável. A folia toda é capaz de servir até dez pessoas. Sendo assim, disponham os pratos mais bonitos, os talheres mais charmosos, sirvam uma refrescante limonada em copos altos para os baixinhos e vinhos para os mais velhos e comemorem em casa com um cardápio para lá de festivo.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Almoço com charme e pouco tempo!



Uma hora da tarde. Marido chegando para almoçar às 14h. Dia atarefado, daqueles nos quais pagamos todas as contas, resolvemos planejar a vida, colocar o trabalho em dia e ainda ligar para pessoas queridas que já há muito não falamos. Tudo em uma única manhã que acaba na hora do almoço sem nada pronto para a refeição.

Corro para a cozinha, abro a geladeira e meus pensamentos fazem eco. Ainda faltou fazer o supermercado. Suplico ao freezer: diga que tem algo por aí, por favor, Senhor dos Gelos! Lá no fundo, um pacotinho vermelho escuro brilha. Alcanço e vejo que se trata de um peso de carne, um pedaço de maminha que sobrou de algum churrasco e foi congelado.

Súplica atendida, desejo realizado e agora cabia a mim descobrir o que fazer com uma carne congelada e 55 minutos para a mesa ser servida. Penso, logo concluo: a panela de pressão deve ter este nome por conta de resolver questões mais urgentes, de pressão mesmo. Aí, lá foi a carne para a panela com um pouco de água para ir perdendo o gelo enquanto descasquei e piquei uma cebola bem grande, dois dentes de alho e três tomates de salada que descansavam eternamente na gaveta de baixo da geladeira.

Acendo o fogão, quase pedindo desculpa à maminha pelo mau jeito, pois carne congelada não se cozinha, espera-se descongelar. Mas...! Enquanto a coisa ali ia esquentando, joguei duas folhas de louro e recorri à pimenta-do-reino, ao encantador cominho e a umas folhinhas de alecrim. Sal.

Lembro do amigo Victor, aquele que trouxe a maminha. Lembro do churrasco, penso na cerveja e na cerveja preta que sobrou na geladeira! Bingo, lá foi a lata de cerveja preta para dentro da panela que a estas horas já seria devidamente tampada.

Faltando 40 minutos para o fim do jogo, corri para o pote de arroz, tirei duas xícaras cheias lá de dentro e joguei na panela com um punhado de auspicioso açafrão, água e sal. Assim mesmo, sem fritar e nem nada. Dá certo, apostem e percebam que nada neste cardápio foi frito ou houve adição de algum tipo de gordura.

Como para mim as refeições tem que ter ao menos três opções de alimento, lancei mão da lata de milho verde, item totalmente coringa da dispensa, escorri sua água e despejei o conteúdo final em uma vasilha de vidro. Por cima, duas colheradas generosas de requeijão light, uma pitada de sal e outra de orégano. Forno de micro-ondas por 4 minutos antes de servir e lá estava outro acompanhamento pronto.

Portão abriu, marido entrou, um beijo tascou e logo perguntou: o que temos para almoçar, meu amor¿ Com uma cara de quem cozinhou a manhã toda, respondo divertida: “Uma deliciosa maminha na cerveja com tomates, acompanhada por arroz com açafrão e milho no requeijão! Acho que ficou bom, levei horas no fogão...”

Receita de maminha na cerveja preta

1 kg de maminha
1 cebola grande em pedaços
3 tomates grande cortados em 4 partes
1 colher de café de pimenta-do-reino
1 colher de café de cominho
Algumas folhinhas de alecrim
1 lata de cerveja preta

Coloque tudo na panela, tampe e cozinhe por meia hora. Após soltar a pressão, abra a panela e deixe apurar por mais dez minutos antes de servir

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Vem que eu te nhoque!



                              Molho para nhoque: de abóbora e de calabresa
                                            Escolha qual vai para à mesa

O almoço deveria agradar a dois amigos naturebas e outros três incapazes de sobreviver sem um mínimo de carne. O tempo estava curto e a praticidade deveria ser minha maior aliada. Para acompanhar o clima quente de Sorocaba: duas garrafas de espumantes bem geladinhos e de entrada uns pimentos temperados. Tudo isso sem nenhuma adição de gordura, afinal, é disso que eu realmente entendo.

Olhei para aquele quilo de abóbora da quitanda e logo fui juntando com os dois quilos de nhoque lindo leve e solto  e já prontinho na casa de massas. Passei a mão e um talo de alho-poró, uma cebola grande e escolhi um pimentão de cada cor para fazer as entradinhas. No mercado peguei um copo de requeijão light e bons 500g de queijo pecorino para ralar e um pedacinho de queijo brie para beliscar.

Em casa, mandei logo a bebida para o freezer, descasquei a abóbora, a cortei grosseiramente e mandei para panela com um litro de caldo de legumes mantido estrategicamente na geladeira. Enquanto cozinhava linda e laranja na panela, fui picando metade da parte branca do alho-poró em partes pequeninas. A outra metade seguiu para o liquidificador com a cebola igualmente descascada e ficaram à espera da moça cor-de-laranja.

Aí foi só bater a abóbora e seu caldo, a cebola e o alho-poró e mais um copo de leite no liquidificador e voltar tudo para panela por cerca de 5 minutinhos para apurar um tanto antes de acrescentar nós-moscada e pimenta-do-reino branca. Joguei o copo de requeijão naquela quentura toda, tampei a panela e deixei para misturar na hora de esquentar o molho.

Estava tudo indo muito bem. As próximas etapas eram: banho, uma taça de espumante, cortar os pimentos, e fazer um molho de limão com azeite e ervas para beliscar com o brie. Foi quando, já no banho, lembrei da carne. Que carne¿ A carne dos amigos que precisam de carne para se sentirem completamente satisfeitos durante a refeição.

Era tarde. Os mercados já tinham fechado e meus queridos estavam rompendo no portão. Ah não, depois de tanto capricho não ia deixa-los na mão. Percorri a dispensa e lá estavam elas defumadas e sorrateiras olhando para mim: as calabresas. Oba.

Em quadradinhos, cinco foram parar em uma mistura de 200 ml de água com açúcar aquecidos no fundo de uma frigideira. Desta forma, sem um tico de óleo a mais e nem a menos, por ali cozinharam. O caldo secou, a sua gordura ela soltou e ali mesmo, com uma gorda pitada de pimenta calabresa seca, fritou por outros cinco minutinhos.

Caso resolvido. Muita conversa, beijos e abraços, causos e risadas estavam os pimentões cortados em tirar e mergulhados em uma mistura de 3 colheres de azeite, uma pitada de sal, outra de nós-moscada, suco de um limão grande e manjericão cortado bem fino. O brie e sua faca estavam logo ao lado e foram sumindo conforme a fome aumentava.

Um por um – E como todo bom cozinheiro gosta, chegada a hora do almoço fui servindo um a um. Para os vegetarianos apenas o nhoque com molho de abóbora e uma tempestade de queijo pecorino para finalizar o prato. Aos amantes da carne foi só acrescentar uma chuva de calabresa por cima do molho e cobrir com queijo. Afinal, de queijo todo mundo gosta!

terça-feira, 23 de abril de 2013

Aromas de Abril



    Manhã preguiçosa de outono, o céu azul e o vento geladinho confirmam a chegada da estação mais bonita do ano. A piscina dá lugar à varanda, a praia às montanhas e os peixes dão espaço às carnes vermelhas. Sai a loira gelada entra a cerveja escura. Aos pratos vão cremes quentes e molhos fortes. Maminha na cerveja, purê de batatas aromatizado e uma malzebier fresquinha formam um trio imbatível para um almoço sem grandes delongas na cozinha.

    A maminha é a parte mais macia da alcatra e uma vez li sobre ser importante sempre prepará-la com a própria gordura para assim manter sua suculência e, principalmente, seus nutrientes. Tudo isso casou com a minha melhor forma de cozinhar: sem adicionar nada a mais de gordura e sem perder muito tempo na cozinha.

    Aproveitando o clima perfeito para uma caminhada saio para buscar um pedaço de carne no açougue e alguns complementos na quitanda. Um suco e um pão na chapa na padaria, tudo bem leve pois o almoço promete. Uma boa banca de jornal, revistas embaixo do braço, um banco e um pit stop na praça. Na volta para casa, mercadinho, cervejinha do tipo preta, amendoins e castanhas, um quilo de maminha, 1cebola grande, 3 tomates, 1 quilo de batatas e um maço de manjericão e outro de alecrim.

    E o bom do clima fresco é o apetite sempre a postos. Sementes secas servidas, uma caneca de malzebier e uma boa companhia para temperar o clima na cozinha. As batatas foram descascadas, cortadas em quatro pedaços e mandadas para 2 litros de água ferventes já com uma colher de sopa de sal. Os tomates, também partidos em quatro partes, ficaram ao lado da panela esperando sua vez. A maminha foi inteira para a panela apenas com uma colher de café de cominho, outra de pimenta-do-reino, um ramo de alecrim fresco. Assim mesmo, sem mais nada, tampei a panela de pressão e deixei ali até 15 minutos depois de seu barulho inconfundível começar.

    Fiz esta mesma cara curiosa quando pela primeira vez ouvi sobre cozimento a seco na pressão. Sim, a carne tem tanta água e tanta gordura que é completamente dispensável adicionar qualquer caldo em seu cozimento. Um quarto de hora depois abra a panela e veja o puro sumo da carne totalmente ao seu dispor.

    Espete as batatas e estando bem molinha, escorra a água e as passe em um amassador. Corte as folhinhas de manjericão de forma bem miudinha. Derreta uma colher de manteiga e frite estas folhinhas por dois minutos. Espalhe a manteiga sobre as batatas, misture bem e junte duas colheres de requeijão sem gordura. Ajuste o sal.

    Tire o naco de carne e corte no tamanho desejado. Acenda o fogo baixo, adicione os tomates, a cebola em cubinhos e deixe tudo envolvido até corar e aí então derrube meia lata de sua cerveja preta naquela dourada mistura. Feche a panela, espere 5 minutos para todos os caldos se curtirem.

    O frescor desta estação me remete às lavandas. O verde pálido das folhas e a timidez do lilás de suas flores decoram as mesas e fazem um bom número na receita de outono. Providencie algumas para dispor nas taças de vinhos não utilizadas, disponha na mesa, abra a panela e sirva um belo pedaço de maminha regado com seu molho descansado ao lado de uma fofa porção de purê de batatas aromatizado. Encha o copo, respire o frescor de abril e bom apetite.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Tomates com amor, para Vivi!



Querida Vivi, a receita é simples!

Corte o tomate ao meio e retire suas sementes. Aliás, é um dos únicos casos que retiro as sementes. Confesso mandar tudo com semente em quase todas as receitas pois acho as meninas bem gostosas. Aqui elas devem mesmo sair para dar espaço ao recheio.

Tomates limpos. Salpique sal e pimenta-do-reino por dentro da canoinha. Se a sua opção for sem gordura, é isso mesmo. Se não, pode dar uma regadinha com azeite também.

Recheio: Amasse um tanto bom de ricota com as pontas dos dedos. O Theo pode ajudar nesta parte.
Pique cheiro-verde e junte ao queijo. Uma pitada de nós-moscada e outra de orégano vão muito bem. Gosto de juntar uma colher de gergelim torrado para dar aquele gostinho de "o que é isso mesmo?!".
Caso tenha um processador podes passar tudo isso por ele. O recheio ficará com esta carinha mais homogênea.

Mantenha o Théo ao seu lado e comecem a rechear as barquinhas. Pode ser com uma colher ou com as mãos bem limpinhas!

Aí você pode mandar assim mesmo para a mesa e comer como salada ou esquentar no forno com um fio de óleo de coco para dourar seu tomatinho.

Manda a foto depois? Ah, e chama a Mari para provar, tá?

beijocas,

Nanda

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Saindo uma porção de couve para Vanessa...


A Vanessa Tchelzoff escreveu para cá dizendo:

Olá, Nanda! Tudo bem? Seria possível me dizer como faz a couve caramelada? Gostaria muito de aprender a fazer.
Grata,
Vanessa 


E, claro que sim. Vanessa é uma forma muito simples. Basta cortar a couve da forma desejada. Eu, particularmente, prefiro ela bem grossinha pois fica mais macia. Para um maço destes vendidos na feira e mercados, coloque 3 colheres de sopa de água no fundo de uma panela média e uma colher de sopa de açúcar. Deixe o açúcar derreter em fogo baixo e despeje as folhas por ali. Salpique uma pitada média de sal e tampe a panela por 2 minutinhos. Abra, mexa e desligue o fogo. Pronto, a couve "caramelizada" Danada da Nanda está pronta.

Agora, caso queira pode trocar a água por uma generosa colher de manteiga. Derreta o açúcar e espere a mistura dar uma escurecida. Quando assim estiver, jogue a couve, misutre tudo, espere dois minutos e apague o fogo. Terás outra receita mas esta com adição de gordura e bem gostosa também.

Fica bom assim?

um beijo com carinho,

Nanda

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Historinha de dar água na boca



E desta vez o personagem é um dos pratos que acredito serem gosto de 95% das pessoas que conheço! Esta seman, colocar estrogonofe de carne no cardápio do Danada Da Nanda foi motivo para choverem pedidos duplos de estrogonofe ou ainda aqueles que andaram sumidos pedindo o tal mais mais da lista! Precisei fazer dose dupla se comparado aos demais pratos.

E foi uma delícia fazer este estrogonofe em especial. O motivo: uma das clientes relutou em pedir o tal do cardápio por não se dar muito bem com leite e seus derivados. Hummmmm...poxa, mas ela vai ficar sem estrogonofe. Tudo bem que talvez ela nem faça parte dos 95% das pessoas que conheço que gostam de pedacinhos suculentos de carninhas envolvidos em um molhinho curtido na dita já frita e regada a molho inglês. Mas, mesmo assim, resolvi tentar algo que agradasse a todos, inclusive e especialmente a quem não goste, possa ou queira derivados de leite.

E foi nesta experiência que realizei um desejo a muito esperado: a cor ideal para o meu estrognofe. Quem pediu poderá entender um pouco melhor este post e quem não viu poderá vislumbrar os pigmentos coloridos deste relato em uma foto a ser reproduzida assim que eu achar meu cabo e baixar a dita imagem.

A cor: marrom com base no fundinho de panela criado quando se "frita" a carne somado ao vermelho do cat chup - sim, uso cat chup como minha mãe ensinou - e uma escuridão vinda do molho inglês. Acredito piamente que ficou uma cor de ferrugem maravilhosa. Mas ferrugem mesmo, velha, curtida, forte, naquele estado avançado em que o laranja já passou e o vermelho solta apenas quando se molha algo enferrujado.

O original da vovó

A receita do melhor estrogonofe do mundo, e da minha vida, é o da minha mãe Tetê que sempre conta copiar a receita de minha falecida avó, Celina. E o dia que descobri que outras pessoas fazem estrogonofe com molho de tomate eu quase não acreditei. Só não é pior de quando chutam o balde e colocam logo uma latinha de molho de tomate já temperado...mas enfim, voltemos ao da minha avó, mas sendo este o legítimo dela, não o do Danada Da Nanda:

Coloque sua carne já picadinha em uma panela e deixe que ela solte seu caldo. Vá retirando este caldo até secar os filézinhos. Mantenha este suco em um recipiente, junte água quente e um tablete de caldo de carne. Os filézinhos devem ser fritos em manteiga e cebola, muita manteiga e muita cebola. Frite, frite, frite. Já formou aquele fundinho marrom? Ótimo: jogue molho inglês e cat chup em medidas iguais, misture, esquente aquele cado da carne com caldo de carne e água e mande ver em cima dos filézinhos. Misture bem, abaixe o fogo, deixe ali apurando até a água reduzir pela metade. Preencha com um copo de leite. Engrosse com quanto bastar de maisena. Feche com o creme de leite. Prove, corrija o sal, tire o arroz da panela vizinha, abra o saco de batata frita e ... hum, coma muito!

A receita do Danada Da Nanda

Como muiiita manteiga e creme de leite não fazem parte do mundo de nossa comidinha do dia-a-dia, fiz nosso estrogonofe sem um nem o outro e sem o leite. A carne foi para panela com a cebola e ficou com seu caldo. Não escorri seu caldo e quando estava quaaase secando: molho inglês, cat chup e caldo de carne bem quente. 45 minutos de fogo baixo. Uma engrossadinha e uns toques em temperos e lá estava ele, lindo, gritante, com uma cor maravilhosa olhando para mim.
A tentação de jogar um pouquinho de creme de leite foi vencida assim que provei seu sabor: adorável!

Resultados

- escrevi oferecendo a experiência para a cliente que me inspirou e ela aceitou o desafio. Espero o resultado na próxima semana.

- e por mais que eu tenha mexido aqui e ali ainda acho as combinações do estrogonofe da minha mãe uma maravilha!

- de novo fiz a conta certa e não deixei nada para mim!

- e o mote do post: não colocar leite e nem creme de leite me levaram ao tão esperado resultado da cor do meu estrogonofe!


um beijo a todos

Nanda

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Macarrão com frango de padoca para seu domingo!




      Domingo é dia de macarrão com frango, certo¿ Para mim, qualquer dia é dia de macarrão com frango. Adoro esta mistura pitoresca e aposto de olhos fechados em suas curiosas variações. Ela pode ser desde um molho bolonhesa para a massa e um filé de frango ou até um molho e tomates frescos com alcaparras e um frango no mel. Encanta-me o frango de padoca com espaguete.

      E é este último que compartilho com vocês a receita e modo de preparo. Sempre me indaguei a respeito daquele gosto tão próprio dos frangos de televisão capazes de enlouquecer qualquer cidadão mesmo às nove horas da manhã de um domingo, hora ainda do café. Fui então a campo pesquisar e descobri com um dono de padaria o segredo de seu tempero: pimentão. Seu uso deve ser moderado mas sem ele não há sucesso, nesta área, alcançado. Vinho branco seco sem qualidade também é essencial.

      Para simplificar seu feitio, visto sermos mulheres modernas e atarefadas, escolha o frango em pedaços, coxas, sobrecoxas e peito de frango sem osso mas não em filé. Para seis pessoas bastam dois pedaços de cada dos acima referidos. E como frango absorve facilmente os temperos é possível pré-preparar na manhã do dia santo.

      Mande para o liquidificador uma cebola bem grande e descascada, meio pimentão verde pequeno e sem sementes, dois copos de vinho branco e seco, uma colher de sopa cheia de orégano, outra igual cheia de cheiro-verde picado, uma colher de chá de sal e outra igual mas pela metade de pimenta-do-reino. Bata tudo e derrube por cima da carne e misture de forma que envolva tudo igualmente.

      O mais gostoso da receita é poder aproveitar a manhã toda de domingo sem nem se preocupar com o restante do almoço. Tendo a massa na dispensa e uma boa polpa de tomate é sinônimo de estar quase tudo pronto. Aproveite para ler as revistas semanais, tomar aquele sol e passear com os cachorros.

      Tome aquele delicioso banho demorado, passe todos seus cremes e coloque o papo em dia com o companheiro. Acenda o forno, abra seu vinho, sirva-se e ligue o som. Dez minutos depois, coloque o frango para assar em um refratário devidamente coberto com papel alumínio.

      Enquanto isso, bata meia cebola no liquidificador com um punhado de manjericão fresco, uma boa pitada de sal e outra generosa de nós-moscada. Mande ao fogo e ferva por dez minutos. Pode deixar cair um golpinho de vinho daquele que serviu em sua taça para poder incrementar o sabor. O molho está pronto e sem nada de gordura, percebeu¿

      Ligue para os convidados e peça um pão italiano para um e uma sardela para o outro. Tire sua manteiga predileta da geladeira e não esqueça de ter um bom parmesão os dois momentos.

      Quarenta minutos depois do frango ir ao forno retire o papel alumínio e deixe que o mesmo core por uns 15 minutos. Enquanto isso cozinhe sua massa, esquente o molho e chame todos para a mesa. Sirva um por um decorando o prato com mais uma folhinha de manjericão. Seu frango de padoca ganhará muitos fãs e você, sem dúvida, alguns bons elogios.

Para o frango:

12 pedaços de frango
1 cebola grande
Meio pimentão sem sementes
2 copos de vinho branco e seco
1 colher de sopa de orégano
1 colher de sopa de cheiro-verde
1 colher de café de sal
Meia colher de café de pimenta-do-reino

Para o molho:
1,5 l de polpa de tomate
1 cebola grande
Meio maço de manjericão
1 pitada generosa de nós-moscada
Sal

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Cuscuz de colher, você quer?




Prato e sabor únicos: cuscuz de colher

Acreditando na gastronomia como entretenimento de alta complexidade estou sempre pensando em pratos capazes de despertar a curiosidade dos amigos e ao mesmo tempo desafiar o piloto do fogão. O cuscuz mole de colher é um destes pratos. Perfeito para um sábado de inverno, vai muito bem com uma tábua de queijos e algumas taças de vinho tinto. E na farra tudo pode ser misturado no final.

O segredo para um bom cuscuz de colher é o caldo a ser utilizado para seu feitio. Claro, é possível utilizar aqueles prontos mas o sabor do natural é incomparável. E para ter o seu basta colocar um peito de frango com osso na panela sob o fogo baixo do fogão. Deixe a pele virada para baixo pois com sua gordura será frita a carne junto a duas cebolas médias descascadas e cortadas ao meio, assim como as duas cenouras bem grandes. Coloque também dois talos de salsão, um ramo de alecrim, quatro sementes de pimenta-do-reino e dois tomates maduros partidos ao meio. Sal.

Deixe seu caldo ferver por duas horas em fogo baixo e sem tampar a panela mas quando completar os primeiros 60 minutos preencha a panela com a água que já evaporou.

Isso tudo você pode fazer na parte da manhã enquanto muda as flores do vaso, tira as taças mais bacanudas e monta aquela sala capaz de manter todos aconchegados por uma tarde toda. Corte os pães, disponha os queijos em porções, faça uns patezinhos e torre uns pãezinhos com manteiga e alho.

Deixe tudo pronto para o prato principal: meio maço de cheiro verde picado, 200 gramas de palmito picado, o conteúdo de uma lata de milho escorrido, 100 gramas de ervilhas frescas pré-cozidas.

Coe o caldo pronto. Bata os ingredientes do caldo junto com um pouco de água e volte para a panela. Com muita paciência vá despejando o fubá fino nesta panela e misturando com um fouet, de preferência. A paciência toda é necessária pois se despejar tudo de uma vez vai empelotar e dar uma trabalheira para recuperar. A quantidade de fubá será a metade utilizada na receita normal de cuscuz. Quando estiver um creme bem do cremoso já pode despejar o palmito, o milho, a ervilha e o cheiro verde. Eu jogo um tico de vinho tinto mesmo e acabo de temperar com sal e pimenta calabresa.

Grand finale para quem não quer economizar caloria: coloque pedacinhos de queijo brie no fundo de um refratário e adicione uma bela colherada de manteiga na massa do cuscuz. Despeje o conteúdo da panela no refratário, salpique queijo parmesão ralado e mande gratinar no forno.

Grand finale 2: coloque duas colheres de açúcar com duas de água no fundo da panela e quando aquecer passe um maço de couve picada por ali. Escorra o excesso de líquido e sirva pequenas porções sob o cuscus na hora de servir.

Potinhos em mãos, sirva os amigos e corra para o sofá para finalizar o papo e ganhar seus elogios!


Ingredientes:

2 litros de água
250g de fubá fino ( ou preparo pronto para polentas )
1 peito de frango
2 cebolas grandes
2 cenouras grandes
2 talos de salsão
2 tomates
4 sementes de pimenta-do-reino
1 vidro de palmito
1 lata de milho
100 g de ervilhas frescas

Opcional: 1 colher farta de manteiga e 150g de queijo brie

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Lasanha Bolonhesa de Soja: boa de regime

                                          foto: divulgação


Superando todas as expectativas, a lasanha de soja bolonhesa é a grande surpresa dentre as opções de pratos escolhidas pela clientela em busca de pratos saudáveis. A soja, em si, não é muito bem vinda. Mas a lasanha feita com o molho no qual a proteína texturizada de soja substitui a carne bovina moída tem feito sucesso total.

E acho isso muito bacana pois como não utilizo gordura para sua cocção isso deixa a tarefa ainda mais merecedora de atenção. Quando refogada em azeite e manteiga a proteína de soja absorve estes sabores, ganha textura e chega até a ser chamada de carne por atingir um paladar aproximado ao de carne.

Sem este artifício delicioso, como fazer¿

Começo por uma boa lavada na PTS. Quando a água que dela escorrer estiver cristalina é hora de parar. Deixar a soja de molho em água com limão por meia hora é um bom truque caso tenha tempo e queira se livrar ao máximo do gosto natural do produto. Segundo passo: para 500 g utilize 1 litro de água e dois saquinhos de caldo de legumes sem gordura. Deixe de molho, assim como o trigo do quibe, por duas horas.

Enquanto isso, bata no liquidificador uma cenoura grande e crua junto a uma cebola grande devidamente descascadas e picada. Junte um talo de salsão, uma colher de café de cominho, outra de nós-moscada, quatro caixinhas de polpa de tomate, 200 ml de água e sal.

Voltando à soja, é hora de escorrê-la. Logo após, junte-a ao molho de tomate vitaminado que está no liquidificador dentro de uma panela e deixe ferver por meia hora. Tempere com um maço de cheiro-verde picado.

Daí por diante não há mais segredo, apenas surpresas. Monte a sua lasanha com camadas de massa pré-pronta, outra de molho, outra de muçarela fatiada, outra de massa...e assim por diante. Cubra com queijo parmesão ralado e mande para o forno por 25 minutos.

A soja alimenta e dá uma enorme sensação de saciedade e não possui gordura saturada e uma xícara de chá tem apenas 139 kcal. Bem temperada, substitui muito bem a carne e com o queijo e a massa deixarão sua refeição leve e sem aquela cara enjoada de regime.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

tsssssssss, bife!!!!


Dias desses recebi um email, de uma querida cliente, pedindo dicas de como fritar bife, de preferência daquele com cortes altos, sem usar gordura. Rapidinho mandei duas dicas de como fazer carnes sem espalhar gordura pela cozinha e nem perder aquele gostinho de que só os bifes podem nos dar. E acho que todos podem tentar fazer o seu. E um dica pessoal: bife merece apenas sal, quiçá uma pimentinha do reino e ponto. Ele por si só se garante.

Vamos lá?


1) Se for fazer um bife mais alto, você pode colocá-lo em uma frigideira com um pouco de água no fundo. Tampe-a e deixe o bife por ali até a água secar e ele começar a "fritar" no calor por mais ou menos um minuto. Quando perceber o sangue da carne surgindo por cima do bife é hora de virar a carne. Vire e deixe por mais dois minutos mas ainda com a tampa. Se achar que a carne ainda não cozinhou o suficiente, despeje um pouco de água quente ao redor do seu bife. Esta água vai soltar aquela borra que a carne faz na frigideira e conceder o sabor de fritura natural à sua carne.
Mas lembre-se: nunca jogue água fria em uma carne quente pois ela virará uma borrachinha.
E nunca vire o bife mais que duas vezes pois isso acaba endurecendo a carne também

2) Uma outra carne bem fácil de fazer é na panela de pressão! Gosto de colocar alcatra em peça inteira. E é só colocar a peça direto na panela, salgar a gosto e fechar a mesma. Coloque no fogo baixo e conte 20 minutos depois que pegar a pressão. Tire a pressão, abra a panela e fatie a carne na altura que quiser. Veja se já está no ponto de cozimento que quer. Caso não, volte mais um tempo, uns 5 minutos. Caso sim, basta voltar a panela ao fogo e misturar a carne ao caldinho que ficou por ali.
Você pode incrementar colocando cebola, alho, ervas, cheiro verde ou temperos ao seu gosto.


Espero que apreciem e me contem como ficou.

beijinhos

Nanda

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Receita Mineira para A mineira! Filé mignon suíno ao vinho verde




Não foi a toa que a primeira pessoa me pedir a receita do filé mignon suíno ao vinho verde com batatas e couve doce foi a divina Fernanda Carneiro, também conhecida como mãe de Max. Esta mineira é um pouco responsável por minha paixão pelas Minas Gerais pois desde pequena somos amigas e desde então ela representou seu estado com todo amor que ele guarda em suas entranhas montanhosas. Um prato com inspirações mineiras para minha diva mineira!

Ferdi, esta é para você!

 Peça ao seu açougueiro a bondade de cortar em escalopes 1 quilo de filé mignon suíno. Enquanto ele o faz, passe num mercado gostoso e pegue uma garrafa de vinho verde, 5 batatas das grandes e um maço de couve. Caso não tenha em casa, guarneça o carrinho com 1 cebola grande, 1 cenoura média, pimenta-do-reino branca, nós-moscada, alecrim, cominho, sal, açúcar.

De volta para casa, bata no liquidificador a cebola e a cenoura devidamente descascadas com um copo de vinho verde, uma colher de chá de cominho, outra de nós-moscada e uma bela pitada da pimenta-do-reino branca. Sal a gosto é algo muito antipático de dizer mas redime qualquer cozinheiro de errar na medida certa. Eu arrisco aqui uma colher de chá cheia de sal. Coloque o resto do vinho para gelar.

Misture tudo aos escalopes e deixe marinar por pelo menos uma hora. Neste meio tempo, pique a couve da forma que for mais fácil. Eu gosto de, nesta receita, cortar ela bem grosseiramente para peder a cara de acompanhamento de feijoada. No outro meio tempo, descasque as batatas e corte-as em rodelas grossas, de mais ou menos um dedo de altura.

Volte para o filé mignon suíno já com uma boa panela disposta no fogo médio de seu fogão. Boa panela para mim é panela de fundo grosso mas não necessariamente de ferro. Disponha a carne uma ao lado da outra deixando o marinado para trás. Tampe a panela e deixe ali, agora em fogo baixo, por 10 minutos. Abra a panela e vire cada pedacinho de carne e volte a tampar a mesma. Mais cinco minutos e abra novamente.

Pulo do gato: deixe que a carne frite até secar e dar uma grudadinha no fundo. Sim, dar a grudadinha é o pulo do gato. Quando ela já tiver criado uma casquinha marrom lá por baixo é hora de despejar aquela marinada que ficou para trás acrescentada de 300ml de água quente. Misture tudo até soltar aquele queimadinho delicioso do fundo da panela. Ajeite as carnes e então disponha as batatas e uns 3 raminhos de alecrim por cima. Tampe a panela e deixe em fogo baixo por 20 minutos.

Hora da Couve

Em outra panela de tamanho médio, coloque meio copo de água, duas colheres de açúcar e deixe esta mistura reduzir pela metade. Acrescente sua couve, tempere com sal, misture bem e cozinhe por dois minutos ou até a água secar. Sua couve está pronta.

Hora H

Depois dos 20 minutos do escalopinho cozinhar a sua batata também estará al dente. Com jeitinho, puxe a carne para cima delas e dê uma chacoalhadinha geral na panela. Se estiver quase sem caldo, pode acrescentar mais um copo de água quente e deixar no fogo baixo por mais 10 minutinhos.

Pegue os pratos, sirva a couve, os escalopes e as batatas. Regue com o caldinho que sobrou na panela e brinde com uma taça geladinha daquele vinho verde que restou na geladeira. 

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Receitinhas para por a mão na massa


Ah, a macarronada. Quanto amor. Quanto sabor. Quantas possibilidades. Eles podem ser compridinhos, amassadinhos, redondinhos, quadradinhos. Podem ser borboletas, gravatas, leves penas, pequenos tubos ou grandes cilindros. Recebem de corpo aberto molhos vermelhos, brancos, verdes e amarelos. Tão italianos, brasileiros e orientais. Macarrão não é paixão nacional, é muito mais, é universal.

E ontem foi o dia do macarrão. A pedido do site Tempo de Mulher, de Ana Paula Padrão, o qual sou colunista e colaboradora, escrevi quatro receitas de molhos para esta minha tentação. Sim, por mim, vivo de macarrão. Espaguete então, ah, me enrola toda em paixão.

Escrevi então três molhos a base de tomate e dois a base de leite. Descrevi com azeite e manteigas, afinal, estes deliciosos componentes também devem estar presentes em nossos finais de semana e dias de festa. Mas quem quiser fazer sem eles sabe que também dá, aliás, se quiser, é só me perguntar.

Elas seguem abaixo para vocês se inspirarem e neste final de semana cozinharem.

Boa Sorte,

Nanda


Molho ao sugo (4 pessoas)

1 litro de polpa de tomate
200 ml de água
1 cenoura grande
1 cebola grande
1 talo de salsão
1 colher de leite
Sal – o quanto bastar

Bater tudo no liquidificador, menos a cebola.
A cebola pode ser picada em pedaços pequenos e refogada no azeite. Depois de dourada basta derramar o molho no refogado e deixar apurar em fogo baixo por 20 minutos


Molho bolonhesa (4 pessoas)

800g de carne moída
2 colheres de sopa de azeite
200 ml de água
1 litro de polpa de tomate
200 ml de vinho tinto seco
1 cebola média picada
1 cenoura grande bem picadinha
1 talo de salsão picado bem fino
1 colher de leite
1 colher de chá de orégano
1 colher de chá de manjericão
1 raminho de alecrim
Sal – o quanto bastar

Despeje o azeite e a cebola na panela e refogue até dourar. Junte a carne moída e refogue até fritar. Junte a cenoura e o salsão picados e quando estiver tudo bem frito despeje o vinho tinto e espere que todo o álcool se evapore.
Junte o molho de tomate, a água, o orégano, o manjericão, o alecrim e o sal.
Ferva em fogo baixo por 25 minutos e sirva.


Molho de Calabresa Picante (4 pessoas)

500g de calabresa defumada
2 colheres de sopa de azeite
1 cebola grande picada
1 talo de salsão picado
1 colher de chá de açúcar
1 colher de chá de nós-moscada
1 colher de chá de pimenta- calabresa
1 pitada de pimenta-do-reino branca
1 pitada de canela
2 cravos
200 ml de vinho tinto seco
200 ml de água


Deixe a calabresa fritar no azeite e na cebola até ficar bem moreninha.
Junte o açúcar e deixe que derreta. Em seguida, acrescente o salsão, a nós-moscada, a pimenta calabresa, a pimenta-do-reino branca, a canela e o cravo. Frite por 3 minutos e junte o vinho tinto. Quando secar é a vez da água e da polpa de tomate. Deixe ferver por 20 minutos, corrija o sal e sirva.


Molho de frango com requeijão

500g de peito de frango desfiado
800ml de leite
1 tablete de caldo de frango
200 ml de água quente
3 colheres de manteiga
1 cebola média picada
3 colheres de sopa de maisena
4 colheres de sopa de requeijão
1 pires de café de cebolinha picada
1 pitada de nós-moscada
1 pitada de pimenta-do-reino branca

Refogue o peito de frango desfiado na manteiga e cebola. Tempere com a nós-moscada e a pimenta-do-reino. Junte o caldo de frango dissolvido na água quente e em seguida coloque o leite. Deixe ferver. Engrosse o caldo com a maisena, junte o requeijão e corrija o sal. Depois de servir o molho na massa, decore com a cebolinha.



Molho branco com funghi secchi

3 colheres de manteiga
3 colheres de farinha de trigo
1 copo e meio de leite
1 cebola média picada
1 pitada de nós-moscada
1 pitada de pimenta-do-reino branca
200 ml de creme de leite

100g de funghi secchi
+ 1 colher de manteiga
1 tablete de caldo de legumes
300 ml de água quente
100 ml de vinho branco seco

Leve a manteiga para o fogo, derreta e refogue a cebola. Quando estiver dourada e despeje a farinha aos poucos. Mexa até misturar tudo. Aos poucos despeje o leite e vá desmanchando a bolota de farinha com manteiga formada anteriormente até que vire uma molho branco. Caso empelote, não exite, leve tudo ao liquidificador e volte ao fogo em seguida para apurar o molho branco.

Em separado, hidrate o funghi secchi em 300ml de água quente com o tablete de caldo de legumes por 15 minutos. Em seguida, escorra o funghi e refogue-o na manteiga e finalize com o vinho branco.

Em seguida, junte o molho branco, o creme de leite e o funghi, corrija o sal e sirva.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Quase homus, extremamente fácil!


Uma receitinha rápida e versátil.
Falso homus, verdadeira delícia.
Uso muito nos pratos de quibe assado da Danada da Nanda com o nome de Pasta de Grão-de-bico pois acho injustiça dar o nome de homus faltando um de seus principais ingredientes: o tahine.
Não uso a pasta de gergelim por seu alto teor calórico e a ordem aqui é economizar na caloria, certo?

Mas faça sua pasta rapidinho em casa. Ou não tão rapidinho, pois ideal mesmo é deixar o grão-de-bico de molho por umas 8 horas na água. Assim ele fica molinho e cozinha bem mais rápido. ( Economizando gás e tempo ).

Mas depois de demolhado, basta colocar os 200 gramas de grão-de-bico com um litro de água e muito alho  e um tanto de sal na água. Eu coloco uns dez dentes de alho e deixo a água salgadinha como o mar. A panela é de pressão e o tempo de cozimento, depois dela começar a chiar, é de 25 minutos.

Tire a pressão, deixe esfriar e bata tudo no liquidificador. Tempere com pimenta-do-reino e sirva como quiser:

- quentinha com quibe assado;
- morninha com pedacinhos de pão como antepasto
- ou ainda, bem geladinha na salada.

E pode ficar na geladeira para ser usada como patê de vários sanduíches.

E o melhor: não vai nadica de gordura. Deixe o azeite a postos para deitar por cima do prato que quiser.

Aliás, ele está no cardápio desta semana...

beijos e bom dia a todos

Nanda

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Soja ao Curry: paz e sabor na sua cozinha




        Deliciosa. Só esta palavra pode traduzir o sabor desta receita de soja ao curry com legumes que experimentei na cozinha do Centro de Meditação Kadampa Brasil, tocada pelo chef Ricardo Colella. E como na vida nada se cria, tudo se copia tomei a liberdade de adaptar a receita dele para a Danada da Nanda Comidinhas onde tudo é feito sem adição de gordura.

        E ela segue assim: um saquinho de 300 g da proteína de soja texturizada, e em bolinhas, é primeiramente bem lavadinha. Em seguida é posta de molho em 1,5 litro de água quente com dois saquinhos de caldo de legumes sem gordura. Ali ela descansa por mais ou menos duas horas.

       Vejam, esta é a minha receita, não a do amigo Ricardo que chega a tirar toda a minha concentração durante os cursos de meditação naquele templo da paz. E sabem por que¿ Porque é impossível estar por lá fazendo aulas ou retiros e não pensar na delícia que te espera para o almoço. Se você ficar para dormir então...ai ai...isso se estende para o jantar quando ele coloca deliciosas sopas ao seu dispor. Tudo muito simples mas com uma sofisticação de tempero sem igual.

        Mas voltando à nossa receita. Depois de bem hidratada eu a coloco no fogo com uma cebola grande picada em cubinhos e deixo cozinhar em fogo baixo por mais ou menos trinta minutinhos. Caso a água vá secando eu vou derrubando um pouco mais de água quente para manter o cozimento à todo vapor.

       Enquanto isso cozinho alguns floretes de brócolis, outros de couve-flor, pedacinho de cenoura, e pico largar fatias de acelga. Abobrinha em cubos é bem vinda. Dou uma pré-cozida em água com sal e deixo ali do lado, al dente, esperando sua vez.

       Volto para panela, experimento o caldo, corrijo o sal e jogo uma colher de sopa de curry, uma pitada de nós-moscada, outra de pimenta-do-reino e deixo ferver mais 5 minutinhos. Incremento com mais uma xícara de leite e adiciono os legumes. Deixo em fogo baixo mais 3 minutinhos, tempo suficiente para a acelga se acomodar no prato. Jogo um copo de requeijão sem gordura e um maço de cheiro-verde bem picadinho.

      Aí você faz a soja na sua casa e me conta depois se tenho ou não tenho razão em por ver ou outro me distrair e pensar no almoço do Ricardo. E você também tem outras duas opções para experimentar estas delicias: ou pede na Danada da Nanda Comidinhas ou visita o Centro de Meditação Kadampa Brasil e torce para o Ricardo fazer uma para você!

Ingredientes:

- 300 gramas de soja texturizada em bolinhas
- 1 brócolis
- 1 couve-flor
- 3 cenouras em palitinhos
- 1 acelga pequena
- 2 pacotinhos de caldo de legumes sem gordura
- 1 cebola grande em cubinhos
- 1 xícara de leite
- 1 copo de requeijão sem gordura
- 1 colher de sobremesa de curry
- 1 pitada de pimenta-do-reino
- 1 pitada de nós-moscada

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Feijuca da Nanda em 8 passos


Hum...é sabadão e bateu aquela vontade de comer uma feijoadinha e você não está na pegada de sair de casa e muito menos de derrubar sua dieta em uma única estada em um restaurante. Sem crise! Faça sua feijoadinha leve e prática em 8 passos, mate sua vontade e siga leve final de semana afora.

Para quatro pessoas, providencie meio quilo de feijão preto, meio quilo de linguiça calabresa defumada, um paio pequeno, meio quilo de pernil picado sem osso, uma cebola grande, cinco dentes de alho, três folhas de louro, sal e pimenta-do-reino.

Primeiro passo: coloque o feijão de molho em uma vasilha com água morna por 30 minutos.

Segundo passo: descasque a cebola, o alho e bata no liquidificador com meio copo de água.

Terceiro passo: corte as linguiças e o paio em rodelas.

Quarto passo: coloque as linguiças, o paio e o pernil em cubos para fritar em fogo baixo e com a panela tampada por cinco minutos. Sem adicionar qualquer tipo de gordura.
*Neste tempo as carnes soltarão sua gordura própria e por ali começarão a fritar e fazer aquele fundinho escuro que dará o sabor especial ao seu prato.

Quinto passo: Junte a cebola e o alho batidos, misture bem soltando o fundinho marrom que ali juntou, e deixe fritar em fogo baixo por mais cinco minutos mexendo a cada pouco.

Sexto passo: Adicione o feijão, as folhas de louro, uma colher de chá de sal e pimenta-do-reino a gosto.

Sétimo passo: Tampe a panela de pressão e deixe no fogo até 25 minutos após pegar pressão.

Oitavo passo: Tire a pressão da panela, abra a mesma, e deixe ferver por mais cerca de dez minutos até o caldo engrossar. Ajuste o sal e sirva com arroz branco, couve refogadinha e farofa.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

350 g de puro prazer




O risoto da semana é de frango com milho. Fiz questão de deixá-lo molhadinho fazendo isso com o próprio caldo de frango - natural, feito por mim mesma ainda nesta manhã de segunda-feira - e um tanto de requeijão light.

Sim, feito com arroz arbóreo está no ponto. Al dente. Usei salsa e manjerona, fresquinhos, de meu jardim. Só não colhi o milho que vem em quantidade moderada mas com todo seu gostinho de infância.

Eu o considero um carinho para o estômago! Só pedir, guardar e descongelar em dia que bater aquela vontade de uma comer algo mais gostoso ainda!

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Cenoura, salsão e catupiry!




E não é baixo o número de pessoas que continuam firmes e fortes nas sopinhas Danada da Nanda. A ideia era manter no cardápio apenas durante o outono e inverno, mas elas resistem ao verão e continuam fazendo sucesso. Esta de cenoura com salsão leva ainda um toque de catupiry em sua finalização.

O caldo é feito com a própria cenoura, salsão, cebola, alecrim, orégano fresco e manjerona fresca também. Tudo segue bem batidinho e temperado com nós-moscada e pimenta-do-reino branca!

Perfeita para ir para o microondas enquanto você toma aquele banho, coloca aquela roupa gostosa de ficar em casa e, por que não, toma um espumantezinho gelado antes de fechar a noite com uma sopinha revigorante.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

pronta e dourada

...prontinha!